Mídia brasileira desencadeia onda de ataques ao Islam

Muçulmanos Em Pauta -

Que os muçulmanos atraiam os olhares das pessoas que não conhecem o Islam é perfeitamente normal e compreensivo; o novo, o desconhecido desperta curiosidade e muitas vezes até o medo. Mas o que se tem observado nesses últimos dias na mídia brasileira é lamentável.

Programas televisivos como o da “Hebe” são um exemplo claro disto, desinformação, preconceito e acusações unilaterais sem o direito prévio de resposta ou defesa.

Quantos muçulmanos vivem no Brasil? Quantos muçulmanos nasceram no Brasil? Quantos brasileiros escolheram o Islam e hoje são muçulmanos?

Por isso, é inadmissível e totalmente ultrajante perceber a conduta da mídia brasileira com os muçulmanos: desrespeito e segregação!

O papel dos meios de comunicação, como o próprio nome diz, deveria ser o de comunicar, esclarecer, possibilitar o acesso a informação, mas o que se nota é a desinformação, a manutenção de conceitos errôneos, ultrapassados e desqualificados, a instauração de uma corrente islamofóbica justamente no Brasil, país conhecido por acolher todos os povos, culturas e religiões. País que em sua Constituição prevê justamente o direito a liberdade religiosa.

Se nós, muçulmanos, pudessemos dizer algo seria: “Não acreditem em uma mídia que atende interesses desconhecidos, que está promovendo diferenças ao invés de ressaltar as semelhanças, uma mídia que consegue credibilidade e audiência ridicularizando e expondo pessoas. Não acreditem até verem com seus próprios olhos! Conheçam o Islam, entendam logicamente os preceitos da religião e então tirem suas conclusões. As mesquitas estão abertas para a propagação do conhecimento e não só para serem alvo de espionagem!

A mídia brasileira não está desempenhando adequadamente o seu papel de juíza, pois não tem dado sequer a possibilidade de direito de resposta e de defesa aos que covardemente vem sendo ridicularizados e estereotipados: os muçulmanos!

É lamentável perceber que os nossos direitos ainda não são considerados, que esquecem que pagamos nossos impostos, vivemos de acordo com a lei e contribuímos não só com a sociedade, mas também com a economia do país.

Não queremos vender novelas, programas de televisão nem capas de revistas. Queremos simplesmente o nosso direito constitucional de ir e vir, de poder expressar a nossa opinião e de sermos respeitados.

É pedir demais que um país cumpra a sua própria Constituição?



Escrito por Mohamad ziad às 07:49:02 AM
[] [envie esta mensagem] []



Propaganda “Anti-Islamica” aprece nas maiores cidades dos Estados Unidos

 

Uma propaganda anti-islamica está tomando as ruas das maiores cidades dos Estados Unidos, usando o transporte público para levantar o debate sobre o lugar da religião islâmica na sociedade americana. 

Um grupo que se autodenomina "Parem a islamização da America” contratou uma campanha publicitária no transporte público de diversas cidades americanas incentivando os muçulmanos a abandonar sua religião.

O anúncio diz: “Fatwa te pressionando? A sua família está te ameaçando? Abandonando o islã? Tem perguntas? Tenha respostas.”

O debate sobre o Islã nos Estados Unidos se exacerbou após o anúncio do plano para a construção uma mesquita no local das torres gêmeas do World Trade Center em Nova York. Mas a campanha anti-islamica parece ser parte de uma guerra publicitária a uma campanha islâmica realizada recentemente nos EUA no intuito de esclarecer o islamismo para os Americanos e promover melhor aceitação dos muçulmanos na sociedade americana, já que essa religião continua sendo um mistério para muitos nos Estados Unidos.

 



Escrito por Mohamad ziad às 01:15:25 AM
[] [envie esta mensagem] []



Bismillah

Abençoado mês de Ramadan, mês de redenção e de esperança, de paciência e reflexão. Jejuar no Ramadan é ato de adoração e submissão, tolerância e paciência. Irmãos e irmãs, estejam atentos e temam à Allah, não façam do jejum de Ramadan um evento social onde desfilam os estômagos vazios. O jejum é um pilar do islam. A partir do momento que temos consciência da nossa fé monoteísta começamos a obedecer Allah, nosso Criador. A primeira ordem são as cinco orações diárias, depois o jejum de Ramadan, a zakat e a peregrinação. Existem pessoas que não cumprem nenhum dos pilares, mas jejuam nesse mês. O temor em desobedecer à Allah (swt) deve ser constante e o esforço em cumprir os pilares religiosos também. Oh muçulmanos que só se recordam de sua religião no Ramadan, reflitam e sintam-se orgulhosos de pertencerem à nação islâmica, aquela detentora da verdade que foi revelada e está preservada nas páginas do Sagrado Quran. Fortaleçam suas convicções e sejam muçulmanos o ano todo, todos os dias!



Escrito por Mohamad ziad às 04:38:39 AM
[] [envie esta mensagem] []



Terror israelense

O governo de Israel acusou o Líbano pelo confronto na fronteira entre os dois países que deixou ao menos três soldados libaneses e um jornalista mortos nesta terça-feira. E Israel ainda vai se queixar à ONU contra o governo libanês.Agora vejam o motivo: Tudo começou quando os israelenses quiseram cortar uma árvore dentro do Líbano. O Exército libanês fez disparos de alerta e os israelenses responderam com os projéteis.Alguém entra no seu quintal e tenta cortar, por exemplo, o pé de limão rosa que seu saudoso pai plantou nos anos 80. Você passa um sermão no invasor, leva uns tiros na cara e depois o matador ainda quer se tornar o acusador. E ninguém levanta um dedo contra esses assassinos.



Escrito por Mohamad ziad às 04:37:48 AM
[] [envie esta mensagem] []



Ramadan 2010

Bismillah, Convidamos as irmãs a participarem de encontros semanais no mês de Ramadan para debater o tema: O islam nos dias de hoje, principais problemas e a solução dentro da metodologia islâmica.

Esta é uma iniciativa pessoal, sem vínculos com instituições religiosas. Os encontros serão realizados aos domingos, em São Paulo, no Brás, inshaAllah.

Para as irmãs interessadas, entrar em contato com a irmã Daniela, e-mail: irmamuculmana@hotmail.com



Escrito por Mohamad ziad às 08:01:50 AM
[] [envie esta mensagem] []



Wamy Brasil

A WAMY, com o apoio do Centro Islâmico de Florianópolis, anuncia a realização de mais um acampamento de jovens muçulmanos, que se realizará na cidade de Florianópolis, entre os dias 15 e 18 de Julho de 2010. Venha conviver, conhecer e se divertir com outros jovens muçulmanos, além de aprender mais sobre a sua religião e vivenciar um ambiente islâmico.

As palestras serão sobre temas atuais e ministradas por sheikhs em língua portuguesa e haverá várias gincanas e lazer. Idade mínima 15 anos. Convide os amigos. Inscrições abertas até dia 5 de julho. Contato: 11) 4125-0800 ou no email: info@wamy.org.br



Escrito por Mohamad ziad às 01:22:52 PM
[] [envie esta mensagem] []



Ao chegar em NY, Iara Lee chama israelenses de assassinos

Edu Graça
Direto de Nova York

A ativista brasileira Iara Lee, ocupante da embarcação de ajuda humanitária atacada por tropas de Israel ao tentar entrar na Faixa de Gaza na madrugada da última segunda-feira, desembarcou no aeroporto JFK, em Nova York, por volta das 15h desta sexta-feira (16h no horário de Brasília). Acompanhada por outros ativistas, ela chamou o governo israelense "de assassino e ladrão".

"Além de assassinos, pois entraram atirando na gente como se fosse a 3ª Guerra Mundial, eles também são ladrões. Estão editando imagens feitas por jornalistas que estavam nos barcos para contar a história do jeito deles, deturpando tudo", disse. A brasileira que mora nos Estados Unidos ainda afirmou que, apesar das mortes, considera o fato uma vitória. "É claro que foi uma vitória política. Infelizmente, é duro dizer isso, mas quando morrem ou são feridos cidadãos da Noruega, dos EUA, da Comunidade Européia, o mundo presta atenção. Não são apenas os palestinos sendo massacrados".

Iara chegou de Istambul, na Turquia, onde estava desde quinta-feira. Além dela, outros ativistas desembarcaram em Nova York, em dois aviões - um partiu da Turquia e outro da Alemanha. Eles foram recepcionados por manifestantes contrários a ação de Israel. Uma faixa de papel saudava o retorno do grupo. "Bem-vindos, patriotas da liberdade, ilegalmente presos por Israel!", dizia.

Elogio ao Brasil
No aeroporto de Nova York, a cineasta afirmou novamente ter três arquivos de imagens exclusivas e em alta definição dos ataques. O material ficou escondido na cueca de um cinegrafista da Sérvia, preso por um elástico. Após analisar detalhadamente o conteúdo, ela pretende divulgá-lo para a imprensa e encaminhar à ONU, com o intuito de auxiliar nas investigações do ataque.

"Assim que os navios israelenses nos abordaram, as mulheres foram para o convés. Ele (cinegrafista) conseguiu filmar alguma coisa, mas parou quando um soldado o ameaçou com um fuzil. Pretendo editar as imagens até domingo e divulgá-las tanto para a imprensa brasileira quanto para a norte-americana. Também quero enviar para a ONU, para ajudar nas investigações do incidente. Ainda estou com a imagem dos tiros, dos gritos, na cabeça. Mas medo eu não tenho", disse Iara.

A brasileira ainda elogiou a atuação do governo brasileiro, que criticou durante a ação do governo israelense. Para ela, o ataque a uma embarcação com ajuda humanitária pode fazer com que o governo americano reveja sua posição. Até então, os Estados Unidos sempre se posicionaram do lado de Israel no conflito. "A batalha a ser ganha agora é nos EUA, convencer a opinião pública norte-americana de que o bloqueio econômico a Gaza é imoral", afirmou.



Escrito por Mohamad ziad às 08:08:42 PM
[] [envie esta mensagem] []



Robert Fisk: Quem pode deter Israel?

Israel perdeu? As guerras de Gaza em 2008-09 (com 1,3 mil mortos) e do Líbano, em 2006 (com 1.006 mortos); todas as outras guerras; e, agora, a matança da madrugada de segunda-feira significam que o mundo decidiu rejeitar os atos de Telavive? Não se deve esperar tanto. Mas algo novo certamente aconteceu.

Por Robert Fisk, do The Independent

Basta ler a desfibrada declaração da Casa Branca – segundo a qual o governo Obama estaria “trabalhando para entender as circunstâncias que cercam a tragédia”. Condenação? Nem uma palavra. E pronto. Nove mortos. Mais uma estatística, na matança no Oriente Médio.

Não: não é só mais uma estatística.

Em 1948, nossos políticos – norte-americanos e britânicos – estabeleceram uma ponte aérea para abastecer Berlim. Uma população faminta (nossos inimigos, havia apenas três anos) estava cercados por um exército brutal, os russos, que havia sitiado a cidade. O levante do cerco de Berlim foi um dos momentos altos da Guerra Fria. Nossos soldados e aviadores arriscaram e deram a vida por aqueles alemães mortos de fome.

Parece incrível, não é? Naqueles dias, nossos políticos decidiam; muitas vezes decidiram salvar vidas. O primeiro-ministro bitânico, Clement Attlee, e o presidente dos EUA, Harry Truman, sabiam que Berlim importava, tanto em termos morais e humanos quanto em termos políticos.

Hoje é gente comum quem decide viajar até Gaza. Europeus, norte-americanos, sobreviventes do Holocausto. Viajaram porque seus políticos e governantes os abandonaram. Falharam. Fracassaram.

Onde estavam os políticos e governantes na madrugada da segunda-feira? OK, ok, apareceram o ridículo Ban Ki-moon, secretário-geral da ONU, a declaração patética da Casa Branca e o caríssimo Tony Blair, com cara de “profunda lástima e choque ante a tragédia de tantas mortes”. Mas… E o premiê britânico, James Cameron? E o ministro Nick Clegg, seu pareceiro de coligação?

Em 1948, claro, teriam ignorado os palestinos, não resta dúvida. Há aí, afinal, uma terrível ironia: o levante do cerco de Berlim coincidiu exatamente com a destruição da Palestina árabe.

Mas é fato irrecusável de que a multidão — gente comum, ativistas, deem-lhes o nome que quiserem — é hoje quem toma as decisões que mudam o curso dos acontecimentos. Nossos políticos são desfibrados, sem espinha dorsal, covardes demais, para decidir as decisões que salvam vidas. Por que? Como chegamos a isso? Por que, ontem, não se ouviu palavra saída da boca de Cameron e Clegg (dentre outros, claro)?

Claro, também, sim, que se fossem outros europeus (ora essa! Os turcos são europeus, não são?) os metralhados naqueles barcos, por outro exército árabe (ora essa! O exército de Israel é exército árabe!), então, sim, haveria ondas e ondas de indignação e ultraje.

E o que tudo isso diz sobre Israel? A Turquia não é aliada muito próxima de Israel? E, de Israel, os turcos recebem o que receberam? Hoje, o único aliado que restava a Israel, no mundo muçulmano, fala de “massacre” – e Israel parece não dar qualquer importância ao que diga a Turquia.

Israel tampouco deu qualquer importância quando Londres e Canberra expulsaram os diplomatas israelenses, depois de Israel forjar passaportes britânicos e australianos, para, com eles, perpetrar o assassinato do comandante Mahmoud al-Mabhouh do Hamás. Tampouco deu qualquer importância aos EUA e ao mundo, quando anunciaram a construção de novas colônias exclusivas para judeus em terra ocupada em Jerusalém Leste, durante visita de Joe Biden, vice-presidente dos EUA, aliado-supremo de Israel. Se Israel não deu qualquer importância a esses aliados, por que daria alguma importância a alguém, hoje?

Como chegamos a esse ponto? Talvez porque já nos tenhamos habituado a ver israelenses matando árabes; talvez os próprios israelenses tenham-se viciado em matar árabes, até cansarem. Agora, matam turcos. E europeus.

Alguma coisa mudou no Oriente Médio, nas últimas 24 horas – e os israelenses, se se considera a resposta política extraordinariamente estúpida, pós-matança, não dão qualquer sinal de ter percebido a mudança. O que mudou é que o mundo, afinal, cansou-se das matanças israelenses. Só os políticos ocidentais não têm o que dizer, hoje. Só eles estão calados.

Tradução: Caia Fittipaldi



Escrito por Mohamad ziad às 02:30:29 PM
[] [envie esta mensagem] []



Israel comete crime de lesa-humanidade

“Eu esperava que eles atirassem nas pernas ou para o alto, só para aterrorizar as pessoas, mas eles foram atirando direto, alguns foram atingidos na cabeça". Esta descrição, feita pela brasileira Iara Lee, que estava na Flotilha da Liberdade atacada na segunda feira (dia 31) é a melhor descrição da barbárie dos esbirros de Israel contra aquele comboio desarmado que tentava furar o bloqueio israelense e levar ajuda humanitária aos palestinos da Faixa de Gaza.

A ação criminosa de Israel, que deixou pelo menos nove mortos e mais de trinta feridos, levantou mais uma vez uma onda mundial de protesto contra o governo de Tel Aviv. E expõe a hipocrisia da política externa das grandes potências, particularmente do principal suporte da violência praticada por Israel contra o povo palestino: os EUA.

Uma das faces dessa hipocrisia é a alegação do caráter preventivo da ação. É um argumento que deriva do conceito de guerra preventiva, banido e condenado pela legislação internacional. Mas adotado em nosso tempo pelo presidente George Bush, do EUA, que - repetindo Hitler e os nazistas - justificou com esse conceito a ação agressiva contra o Iraque e suas múltiplas ameaças contra os povos.

Hipocrisia repetida em nossos dias. Malgrado a diferença de linguagem e do atual ocupante da Casa Branca, o fato é que nos temas internacionais fulcrais, o que valem são os interesses permanentes e estratégicos dos EUA, que invariavelmente age como potência imperialista. A diplomacia dos EUA, dirigida por Hillary Clinton, pressiona os países para reforçar o monopólio das potências sobre as bombas atômicas e a energia nuclear e exige que os países, principalmente aqueles que fazem parte do Conselho de Segurança da ONU, adotem sanções contra o Irã usando dois argumentos - diz que o Irã mente, e que seu programa de pesquisa nuclear coloca o mundo em perigo.

A ação criminosa de Israel contra o comboio desarmado que pretendia levar ajuda humanitária aos palestinos coloca estes argumentos em xeque: Quem mente? Quem ameaça a segurança do mundo? Fica nítido, outra vez, que o foco das mentiras e ameaças não é Teerã, mas Washington e Tel Aviv. Washington pelo apoio às ações criminosas de Israel, impedindo qualquer medida efetiva contra elas; Tel Aviv porque se coloca acima da lei, do bem e do mal e da própria humanidade: o massacre da Flotilha da Liberdade é mais uma conta num longo rosário de agressões sangrentas.

A guerra é a política continuada por outros meios, já se disse. Mas a vitória não depende apenas da força militar de um país; ela depende principalmente da política, campo onde se formam as convicções e são criadas as condições da vitória.

Por isso esta é uma guerra perdida por Israel, que enfrenta a opinião pública do mundo e fomenta a oposição dentro de suas próprias fronteiras. O massacre da segunda feira foi uma derrota para Israel: se a questão é manter a ferro e fogo o bloqueio de Gaza, a ação criminosa criou as condições para a abertura de um rombo nele e, no dia seguinte, o governo egípcio decidiu liberar o lado da fronteira que controla, permitindo aos palestinos aquela saída para o mundo que Israel faz de tudo para bloquear.

É difícil imaginar quais serão os próximos passos. Outro barco se dirige para Gaza, com o mesmo propósito da Flotilha esmagada a tiros pela marinha israelense: furar o bloqueio.

Tem dois símbolos a bordo: a prêmio Nobel da Paz Mairead Maguire e a anciã judia Hedy Epstein, de 85 anos, cujos familiares foram assassinados pelos nazistas em Auschwitz. Israel "não aprendeu as lições" da II Guerra Mundial, disse ela. E compara o governo de Israel aos nazistas: "Como eles podem fazer o mesmo contra os palestinos?", pergunta.

O governo de Tel Aviv responde a comparações como essas acusando seus autores de anti-semitas. Mas perderam a chamada guerra da comunicação, e quem se junta a essas acusações é uma heroína judia inconformada com os crimes de guerra de Israel contra os palestinos. Sua voz é um eco antissemita ou a expressão da consciência da humanidade?

http://www.vermelho.org.br/editorial.php?id_editorial=758&id_secao=16



Escrito por Mohamad ziad às 02:29:29 PM
[] [envie esta mensagem] []



Soldados israelenses teriam "atirado corpos no mar", diz brasileira que estava em barco

A ativista e cineasta brasileira Iara Lee, detida por tropas israelenses na ação militar contra embarcações que levavam ajuda humanitária à Gaza na segunda-feira passada, disse que passageiros do barco em que viajava "'viram soldados atirando corpos no mar".

Iara viajava no barco Mavi Marmara, que foi palco dos episódios de violência que resultaram na morte de nove ativistas. Em entrevista à BBC Brasil, de Istambul, onde chegou nesta quinta-feira de madrugada junto com um grupo de cerca de 450 ativistas deportados de Israel, Iara disse não ter testemunhado as mortes, mas que "outras pessoas que estavam no barco contaram ter visto soldados atirando corpos no mar".

"Nossa contabilidade é de que 19 pessoas morreram. Ainda há gente desaparecida, não sabemos o que aconteceu com eles. E ainda há feridos muito graves, praticamente morrendo, que não conseguimos retirar do hospital em Tel Aviv." Iara contou que os atiradores de elite do Exército de Israel entraram no principal navio da frota "atirando para matar".

Ela disse que o operador de internet do Mavi Marmara foi morto com um tiro na cabeça.

"Ele estava na sala de operações, perto da ponte, por onde entraram os atiradores de elite. O corpo dele foi encontrado com um tiro na cabeça", disse ela nesta quinta-feira, antes de embarcar para os Estados Unidos, onde vive.

Iara contou que estava embaixo do convés no momento do ataque, mas quando subiu para procurar seu cinegrafista, viu quatro corpos e vários feridos.

"Era muito sangue, eu comecei a passar mal, tive ânsia de vômito e até desisti de procurá-lo." Violência desproporcional Para a cineasta, a violência usada pelas tropas na ação foi desproporcional.

"Nos barcos pequenos, eles usaram balas de borracha, gás lacrimogêneo e armas de choque. Mas no nosso barco, eles chegaram usando munição de verdade", conta.

"Foram atiradores de elite, todos vestidos de preto, armados".

A cineasta contou que a abordagem israelense ocorreu por volta de 04h30 da madrugada, no escuro, e que foi muito rápida.

"Tinha dois barcos da Marinha. Quando a gente piscou apareceram dezenas de barcos de borracha, helicópteros, atiradores de elite descendo no barco. A marca registrada deles é o silêncio, fomos pegos de repente", ela lembra.

Iara acredita que os soldados ficaram assustados com o número de passageiros a bordo - mais de 600 - e que, por isso, ele podem ter optado por uma ação rápida com o objetivo de assumir imediatamente o controle do barco.

"Esperávamos que eles atirassem para o alto, em direção aos nossos pés, para nos assustar. Imaginávamos que eles fossem tentar jogar redes nos nossos motores, deixar a gente à deriva no meio do mar, mas nunca imaginamos isso." Depois da abordagem, as embarcações da tropa foram levadas para o porto de Ashdod, em Israel, com todos os passageiros algemados. "Quando mandaram a gente descer do barco, já tinham jogado todo o conteúdo de nossas malas no chão, estava tudo misturado. Eram roupas, laptops, pijama, escova de dentes, tudo junto." Os ativistas voltaram para a Turquia apenas com a roupa do corpo e seus passaportes. Segundo a cineasta, todas as câmeras, telefones celulares e blackberries foram confiscados pelo Exército. Ela diz que perdeu US$ 150 mil em câmeras e lentes.

Mas Iara disse que os ativistas conseguiram salvar registros do ataque que teriam sido escondidos em peças de roupas.

"A gente conseguiu salvar algumas fitas com imagens do ataque, que costuramos nas nossas roupas e não foram encontradas pelas autoridades israelenses." Iara Lee saiu do Brasil em 1989 e passou 15 anos nos Estados Unidos, onde é radicada. Nos últimos cinco anos, ela morou em diversos países, entre eles Irã, Tunísia e França, onde filmou documentários.  http://noticias.uol.com.br/bbc/



Escrito por Mohamad ziad às 02:28:09 PM
[] [envie esta mensagem] []



Até que enfim a mascara caiu

O lobo camuflado em pele de cordeiro mostrou seus dentes caninos no último dia 31 de maio quando a Marinha de Israel atacou cruelmente uma frota de seis embarcações com ativistas pró-palestinos que tentavam entregar suprimentos à região.

Apesar de a Comunidade Internacional ter condenando fortemente a ação brutal de Israel, só isso não basta, o mundo precisa agir com duras medidas contra Israel para deter esse monstro.

Aliás, Israel nunca respeitou ninguém muito menos a vida, desde que surgiu sobre os escombros da Palestina, o Estado de Israel vem descumprindo todos os acordos de paz, sua história de sua formação está manchada de sangue com os massacres praticados contra o povo palestino, passando pelos libaneses e atingindo outros povos.

A Comunidade Internacional assistiu de braços cruzados a todos esses massacres e, na semana passada, enquanto os Estados Unidos juntavam forças para aplicar mais sanções contra Irã, uma série de documentos secretos da África do Sul revelaram que Israel pretendia vender ao regime do apartheid ogivas nucleares na década de 1970, essa notícia foi publicada pelo jornal diário britânico The Guardian.

Segundo aquele jornal, que teve acesso aos documentos descobertos por um acadêmico norte-americano, as reuniões secretas entre altos funcionários dos dois países – que ocorreram em 1975 – demonstram que o então ministro israelita da Defesa e atual Presidente de Israel, Shimon Peres, ofereceu “três tamanhos diferentes” de ogivas ao homólogo sul-africano, PW Botha. Peres e Botha tiveram um encontro a dois sobre o assunto em 31 de março de 1975. A documentação informa ainda sobre a existência de um acordo estratégico de cooperação militar entre Israel e a África do Sul, em que os governos de ambos os países se comprometem explicitamente que as menções ao material nuclear “devem permanecer secretas”.

As informações constantes nestes documentos vêm, assim, trazer à luz provas de que Israel possui armamento nuclear.

A pergunta é: até quando o monstro vai continuar livre e quantas vidas perdidas serão necessárias para que a Comunidade Internacional comece a reagir?

Abdul Nasser El Rafei



Escrito por Mohamad ziad às 06:36:05 PM
[] [envie esta mensagem] []



Avenida Paulista dia 04/06/2010

No próximo dia 4 de junho será realizada na avenida Paulista uma manifestação em prol da Caravana da Liberdade. A passeata, que terá início às 15h, com saída em frente ao Masp, tem como objetivo protestar e repudiar o ataque de militares israelenses à flotilha que se dirigia à Faixa de Gaza levando suprimentos à região, entre eles medicamentos, alimentação e materiais de construção, causando a morte de ativistas e civis. A manifestação conta com o apoio da CUT, do partido político PCdoB, representado pelo deputado Jamil Murad e da UNI (União Nacional ds Entidades Islâmicas).

Passeata em prol da Caravana da Liberdade
Data: 4 de junho de 2010
Endereço: Avenida Paulista (Saída em frente ao Masp)
Horário: 15h



Escrito por Mohamad ziad às 06:34:57 PM
[] [envie esta mensagem] []



Doze regras de redação da grande mídia quando o assunto é o Oriente Médio

1) No Oriente Médio são sempre os árabes que atacam primeiro e sempre Israel que se defende. Esta defesa chama-se represália.
 
2) Os árabes, palestinos ou libaneses não tem o direito de matar civis. Isso se chama “terrorismo”.
 
3) Israel tem o direito de matar civis. Isso se chama “legitima defesa”.
 
4) Quando Israel mata civis em massa, as potencias ocidentais pedem que seja mais comedida. Isso se chama “Reação da Comunidade Internacional”.
 
5) Os palestinos e os libaneses não tem o direito de capturar soldados de Israel dentro de instalações militares com sentinelas e postos de combate. Isto se chama “Sequestro de pessoas indefesas.”
 
6) Israel tem o direito de seqüestrar a qualquer hora e em qualquer lugar quantos palestinos e libaneses desejar. Atualmente são mais de 10 mil, 300 dos quais são crianças e mil são mulheres. Não é necessária qualquer prova de culpabilidade. Israel tem o direito de manter seqüestrados presos indefinidamente, mesmo que sejam autoridades eleitas democraticamente pelos palestinos. Isto se chama “Prisão de terroristas”.

7) Quando se menciona a palavra “Hezbollah”, é obrigatória a mesma frase conter a expressão “apoiado e financiado pela Síria e pelo Irã”.

 8) Quando se menciona “Israel”, é proibida qualquer menção à expressão “apoiada e financiada pelos EUA”. Isto pode dar a impressão de que o conflito é desigual e que Israel não está em perigo de existência.
 
9) Quando se referir a Israel, são proibidas as expressões “Territórios ocupados”, “Resoluções da ONU”, “Violações dos Direitos Humanos” ou “Convenção de Genebra”.
 
10) Tanto os palestinos quanto os libaneses são sempre “covardes”, que se escondem entre a população civil, que “não os quer”. Se eles dormem em suas casas, com suas famílias, a isso se dá o nome de “Covardia”. Israel tem o direito de aniquilar com bombas e mísseis os bairros onde eles estão dormindo. Isso se chama Ação Cirúrgica de Alta Precisão”.
 
11) Os israelenses falam melhor o inglês, o francês, o espanhol e o português que os árabes. Por isso eles e os que os apóiam devem ser mais entrevistados e ter mais oportunidades do que os árabes para explicar as presentes Regras de Redação (de 1 a 10) ao grande público. Isso se chama “Neutralidade jornalística”.
 
12) Todas as pessoas que não estão de acordo com as Regras de Redação acima expostas são “Terroristas anti-semitas de Alta Periculosidade”.

Imén Smaili



Escrito por Mohamad ziad às 05:47:07 PM
[] [envie esta mensagem] []



Israel: Um governo de piromaníacos põe fogo no Oriente Médio

“Só um governo que já tenha perdido toda a capacidade de se autoconter e toda a conexão com a realidade comete tal crime. Atirar contra ativistas pacifistas, agentes de obra de auxílio humanitário, de várias nacionalidades, tomá-los como inimigos e enviar força militar massiva, em águas internacionais, atirar para matar e matar, é inconcebível!”

Por Uri Avnery, para o Gush Shalom (Bloco da Paz)

“Ninguém no mundo acreditará nas desculpas e mentiras do governo de Israel e dos porta-vozes do Exército” – disse o ex-deputado Uri Avnery, do movimento “Bloco da Paz”. Os ativistas do “Bloco da Paz”, com vários outros grupos, reuniram-se hoje em Ashdod, Tel-Aviv, Haifa e Jerusalem.

Hoje é dia de desgraça para o Estado de Israel. Dia de ansiedade, em que os israelenses descobrimos que nosso futuro está entregue a um bando de alucinados, todos de armas engatilhadas, atirando sem qualquer senso de responsabilidade. Hoje é dia de desgraça e loucura e estupidez sem limites. Dia em que o governo de Israel enlameou o nome do país ante todo o mundo, juntou mais provas, a comprovas que a imagem de uma Israel brutal, agressiva, não é invenção de propaganda. Hoje Israel dá um passo gigantesco afastando-se dos poucos amigos que nos restam no mundo.

Sim, houve ato de provocação no litoral de Gaza. Mas os provocadores não foram os ativistas pacifistas convidados a vir à Palestina e que tentavam chegar. Provocação houve, isso sim, praticada pelos comandos armados e encapuzados dos barcos de guerra, a mando do governo de Israel, que, para bloquear o avanço dos barcos dos pacifistas, não vacilou em atirar para matar, e matar!

É hora de levantar o sítio que sufoca a Faixa de Gaza e que tanto sofrimento causa aos palestinos. Hoje, o governo de Israel arrancou a máscara da face – com as próprias mãos – e mostrou a verdade: Israel jamais “desengajou-se” de Gaza. Nenhum desengajamento há, se Israel bloqueia o acesso à área ou manda soldados com ordem para matar e ferir quem tente chegar a Gaza.

Pelos Acordos de Oslo, há 17 anos, o Estado de Israel comprometeu-se a permitir e estimular a construção de um porto de águas profundas em Gaza, pelo qual os palestinos pudessem importar e exportar livremente seus produtos e o que necessitassem comprar, para desenvolver livremente sua economia. É hora de cumprir o acordado e abrir o Porto de Gaza. Só depois que o porto de Gaza estiver aberto, para livre movimentação, como acontece nos portos de Ashdod e Haifa, então sim, Israel ter-se-á “desengajado” da Faixa de Gaza. Até lá, o mundo continuará – com razão – a considerar a Faixa de Gaza como território ocupado por Israel; e Israel, responsável pelo destino dos seres humanos que vivem lá.

O artigo original, A government of pyromanics sets fire to the region, em inglês, pode ser lido em: http://zope.gush-shalom.org/home/en/events/1275331484

Tradução de Caia Fittipaldi



Escrito por Mohamad ziad às 05:45:35 PM
[] [envie esta mensagem] []



Discurso do Primeiro ministro da Turquia em visita ao Brasil

Regozijo-me de estar no Brasil, nesta que é a primeira visita como primeiro-ministro, durante o 3° Fórum Mundial da Aliança das Civilizações, no princípio de uma nova era onde podemos preconizar as relações entre Brasil e Turquia como uma parceria estratégica. Nossos países possuem muitas semelhanças. São países importantes, situados em diferentes partes do mundo, mas que partilham da mesma visão global. Em segundo lugar, ambos estão entre as economias emergentes, passando por estágios semelhantes no processo de desenvolvimento, tendo incentivado desenvolvimento econômico e democratização ao mesmo tempo. Enquanto membros do G-20 dividiram a abordagem de que é necessária maior cooperação internacional para reduzir os efeitos negativos da crise econômica global e acreditamos que os países em desenvolvimento devem ter mais a dizer neste processo.

Como membros do Conselho de Segurança da ONU, nossos esforços comuns para a paz e a estabilidade, não somente nas nossas regiões, mas também em nível global, são exemplares para outros países. O Brasil e a Turquia, países cujo peso político está a aumentar cada vez mais nas suas regiões, têm sua influência global graças às suas políticas externas construtivas. Atualmente, muitos países estão nas garras da guerra e da instabilidade. A crise global, embora seja dito que o pior já passou, continua, todavia a fazer pagar um preço elevado a milhões de pessoas. Os problemas ambientais tornaram-se, mais do que nunca, uma clara e próxima ameaça.

Que faz a Turquia nesta situação? Nós abordamos os problemas mundiais num horizonte o mais abrangente possível, e tomamos todas as questões que dizem respeito à Humanidade como nossas próprias. Apoiamos todas as iniciativas vi ando à paz, onde quer que estejam ou de quem quer que sejam. Seguimos uma política externa sem preconceitos, visando a resultados, e não hesitamos em dizer o que achamos estar correto. Acreditamos que as sinergias criadas por uma evolução concreta nesta área se refletirão positivamente em nível regional e por fim em nível global.

Evidentemente não é possível referir aqui todos os problemas urgentes e cruciais com que nos deparamos. Mas gostaria de chamar particularmente a atenção para os perigos da falta de compreensão mútua, respeito e diálogo entre as diversas religiões e culturas - porque a probabilidade de polarização intercultural é uma ameaça, tanto quanto outras questões de segurança. A História está recheada de exemplos de que esse perigoso potencial pode ser mais destrutivo que a mais perigosa das armas. Somos testemunhas das hostilidades culturais que, quando detonadas por aqueles cuja filosofia de vida se baseia na destruição, podem conduzir a situações graves como as de ova York em 2001, Istambul em 2003, Madri em 2004, Londres em 2005 e Mumbai em 2008.

A propaganda e as campanhas de desinformação provocadoras, levadas a cabo por aqueles que criam ou que "vivem" do chamado conflito de civilizações, representam uma séria ameaça à paz e à estabilidade, tanto quanto o terrorismo. Os círculos mal-intencionados empregam todos seus esforços na alegação infundada da existência de profundas e incompatíveis diferenças entre o Islam os valores do mundo ocidental. Além disso, têm a ousadia de equacionar o radicalismo e o terrorismo com o Islã - que tirou seu nome da palavra Paz. Como conseqüência, a Islamofobia está tornando-se destrutiva, uma nova ameaça para a paz mundial. O ponto de vista da Turquia é muito claro: nenhuma religião deve ser usada para justificar o terror. E com a mesma força, opomo-nos contra a difamação de qualquer religião sob a desculpa do terror.

Então como podemos evitar esse grave risco? O ponto de partida para o sucesso do diálogo intercultural baseia-se em compreensão mútua c empatia. A desinformação de um sobre o que persegue "o outro" prepara o terreno para o medo e, este último, prepara o conflito. Se as sociedades, através de autoridades oficiais ou organizações civis, círculos acadêmicos, opinião pública, tentassem conhecer-se melhor, seria o primeiro passo para vivermos juntos em paz. Os esforços devem ser orientados, não para subjugar os outros, mas para descobrirmos alguma coisa sobre si própria e mostrarmos nossas virtudes ao outro.

Estamos conscientes de que esta interação deve ter dois sentidos. Tal como esperamos das sociedades ocidentais que conheçam melhor o mundo islâmico. Sem preconceitos, também queremos que o mundo islâmico possa conhecer melhor o Ocidente. Empregamos todos os esforços nesse sentido. Devo sublinhar que estamos em posição de vantagem, porque o modelo apresentado pela Turquia, cuja população é de maioria muçulmana. é um moderno estado de direito. Democrático, laico e social, na melhor resposta aos que pretendem utilizar esse "risco" contra inquietações.

Gostaria de me congratular, de todo o coração, pelos esforços sinceros e as iniciativas do Brasil nesse sentido, tal como pelas suas abordagens dos problemas mundiais. Acredito sinceramente que a nossa amizade é a garantia de um futuro melhor.

TAYYP ERDOGAN é primeiro-ministro da Turquia.



Escrito por Mohamad ziad às 05:44:02 PM
[] [envie esta mensagem] []



[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]


Meu perfil
BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, BRAS, Homem, Arabic, Portuguese
MSN - mohamadziad@hotmail.com



Histórico
    Votação
    Dê uma nota para meu blog


    Outros sites
    Islamismo
    WAMY
    Jesus no Islam
    A Voz Muçulmana
    Islam e Muçulmanos
    UNI